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BRASIL, Sudeste, Homem, de 36 a 45 anos, Arte e cultura, Viagens



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    Pensamentos nem tão profundos
     

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    Tempo perdido

    Estudei em três escolas durante minha vida: Instituto Lambert, do maternal ao primário, Dom Silvério, da 5a  à 7a série (quando fui convidado a sair de lá) e Santo Antônio, 8a série ao 3o ano científico (com direito a repeteco no 1o ano). Foi o Santo Antônio o colégio que mais gostei, onde me formei, conheci minha esposa e fiz amizades para toda a vida. Com a fama de ser “o” colégio mais difícil da cidade, exigia dos alunos coisas inacreditáveis como saber de cor a tabela periódica (que não podia ser consultada na prova) e características de cada um dos elementos químicos. Nunca reclamei disso, adorava o professor (o saudoso e hilário Castelão) e pensava que para alguma coisa, independentemente da minha escolha profissional, isso ainda me serviria. Até agora, não serviu. Mesmo assim, isso está longe de ser a maior inutilidade que aprendi nos bancos escolares. Sem pensar muito, segue uma pequena lista, aberta a sugestões:

    5. A finalidade do Complexo de Golgi, do retículo endoplasmático liso, do rugoso e de outras estruturas celulares. Estranha e paradoxalmente acho importante saber que as mitocôndrias eram responsáveis pela respiração da célula!

    4. Afluentes da margem esquerda e da margem direita do Rio Amazonas. Na verdade, nunca aprendi ou decorei esta bobagem. Lembro de uma prova em que caiu esta questão e eu, orgulhosamente, copiei a resposta de alguém que, espero, tenha feito bom uso da informação.

    3. Angiospermas, gimnospermas, briófitas, pteridófitas. Eu gostava de biologia, mas o estudo de botânica era muuuuito sacal. Não sei se em razão destes nomes esquisitos ou, mais provavelmente pelo fato de que era a matéria lecionada no primeiro horário do sábado de manhã, por uma professora que parecia estar sempre chegando da farra para a sala de aula.

    2. Logaritmos. Sei que eles são importantes para um monte de coisa, mas ali, no segundo grau, achava seu estudo um suplício. Verdadeiro alívio constatar que meu HD interno não tem registro de nada a respeito deles.

    1. Matriz e determinantes. Eu gostava de matemática, especialmente geometria, equações, análise combinatória. O estudo de matriz e determinante, contudo, foi uma das maiores aberrações a que fui submetido no colegial. Com o agravante de que a matéria sabidamente não era cobrada no vestibular, fato que para o CSA pouco importava.



    Escrito por Bruno Rabello às 20h02
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    Coisas que sinto falta em BH

    Já senti muita falta de mar, mas depois de ter morado em Brasília, aprendi a dar valor às montanhas. Assim, ficaria satisfeito se nossa Serra do Curral deixasse de ser destruída, deixando para matar a saudade do mar em outro lugar.

    Dito isso, eis algumas das coisas que mais me fazem falta em BH:

    5. Uma filial da Livraria Cultura, com acervo comparável ao das lojas do Rio, Brasília e da matriz paulista.

    4. Um Centro Cultural Banco do Brasil, com programação variada de teatro, shows, exposições e cinema. Tá certo que há a previsão de inauguração de um em breve, no Circuito Cultural da Praça da Liberdade, mas nada justifica porque uma das capitais mais importantes do país está há tanto tempo sem um CCBB.

    3. Uma casa de shows com boa acústica, que permita aos produtores trazer shows para mais de cinco mil pessoas e acomodar bem o público.

    2. Uma rede maior de cinemas com programação fora do circuito shopping, nos moldes do Belas Artes, pois como já escrevi em outro post, filmes importantes não têm chegado às telas mineiras, situação agravada depois do fechamento do Usina e do Ponteio.

    1. Linhas de metrô minimamente decentes, capazes de aliviar o caos do trânsito e oferecer transporte público de qualidade para lugares como a Cidade Administrativa e o Aeroporto.

    Cá entre nós, tudo viável, não é mesmo?!



    Escrito por Bruno Rabello às 13h34
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    Top coisas que todo mundo parece gostar, menos eu

    5. Sade. A cantora nigeriana, dos megasucessos Smoth Operator e No Ordinary Love. Talvez por conta de sua voz excessivamente aveludada, mela cueca, eu sempre penso nela como um Emílio Santiago de saias. E aí... não tem como gostar!

    4. Corridas de Fórmula 1. Adoro ver competições esportivas na TV. Durante os Jogos Olímpicos, assisto tudo, não apenas jogos do Brasil. Vivi, aqui no patropi, no fuso de Sidney em 2000 e no de Pequim em 2008. Mas não tenho a mínima paciência para corridas de automóveis e nem acho que elas podem ser consideradas esporte. Houve um tempo, quando o Brasil tinha piloto, que eu suportava os primeiros e os últimos cinco minutos. Hoje nem isso.

    3.  Radiohead. Tentei gostar de Radiohead, tida como muita gente a melhor banda da atualidade. Não consegui. Embora uma ou outra canção tenha me agradado (como Fake Plastic Trees), o conjunto da obra não me fisgou. Cheguei a comprar ingressos para vê-los ao vivo, assisti ao magnifício show de abertura (Los Hermanos, na Apoteose) e fui embora sem um grama de peso na consciência.

    2. Florença. Na primeira vez que estive lá, achei tão estranho não ter me apaixonado pela cidade que pensei que o problema era comigo. Logo eu que curto visitar museus e adoro a Itália. Tive uma espécie de anti-Síndrome de Stendhal. Resolvi dar uma segunda chance e nada. Em razão disso, aconselho todo mundo a dormir em San Gimignano ou Siena, cidades próximas que, ao contrário de Firenze, eu realmente adorei.

    1. Café. Sim, acreditem. Sou daqueles que gosta de experimentar de tudo, que escolhe no cardápio do restaurante o prato que nunca provou antes, mas nunca, nunquinha, sequer experimentei uma xícara de café. O café-com-leite então me causa ojeriza.



    Escrito por Bruno Rabello às 10h01
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