Meu perfil
BRASIL, Sudeste, Homem, de 36 a 45 anos, Arte e cultura, Viagens



Arquivos

    Categorias
    Todas as mensagens
     Viagem
     restaurantes
     Política
     cultura
     Listas

    Votação
     Dê uma nota para meu blog

    Outros links
     UOL - O melhor conteúdo
     BOL - E-mail grátis




    Pensamentos nem tão profundos
     


     
     

    Laos, parte I: Luang Prabang, treinamento de mahout e Kuang Si Falls

    Resolvi incluir o Laos em meu roteiro, na última hora, advertido de que era um lugar mais autêntico do que os manjados Vietnam e Camboja. Assim como no Camboja, o visto é obtido na chegada, no aeroporto e por isso, levar fotos (3x4 ou 5x7) é necessário.

    A adorável Luang Prabang se localiza na confluência entre os rios Nam Khan e o mítico Mekong. Em comparação com Siem Reap, de onde eu estava vindo, é bem menor e acolhedora. O que mais chama a atenção é a gentileza das pessoas, especialmente dos vendedores. O assédio um tanto agressivo que me incomodou no Camboja não se repetia ali. Andar pelas tendas armadas no Mercado Noturno (Night Market) e examinar as opções de compras era sempre prazeroso e tranqüilo. A simpática saudação dos vendedores – sabadii – quase nunca era acompanhada daquela insistência irritante.

    O ritmo ali também era outro. As ruas tranqüilas, com poucos carros e muitas bicicletas (inclusive para alugar), a fusão entre a arquitetura tradicional do Laos e a arquitetura européia – responsável por fazer do lugar um Patrimônio Histórico da Humanidade segundo a UNESCO (veja mais AQUI) –, o pequeno tamanho da cidade (menos de 50.000 habitantes), os mosteiros budistas e os monges em suas vestes cor de açafrão, os rios que a cercam, tudo ali colaborava para fazer o passeio ficar agradável.

    Cheguei lá no final da tarde, hospedei-me no hotel (Villa Meuang Lao, ótima localização, básico, wi-fi, sem café da manhã, diária USD 40,00, permissão para late check-out) e fui andar pela rua principal, onde todas as noites se monta o Mercado Noturno. Há várias agências de viagem vendendo passeios e o que despertou meu interesse imediato foi o curso de mahout (“adestrador de elefantes”). Havia a opção de fazer o curso de 1 ou de 2 dias e acabei escolhendo o primeiro, que foi o suficiente.

    Paguei USD 75,00 pelo curso (na All Lao) e no preço estava incluído o almoço e o transporte até o campo de treinamento. Foi um dos programas mais divertidos que já fiz e o grupo era ótimo e heterogêneo. O Laos ficou conhecido como o “país de um milhão de elefantes”, mas me informaramo que hoje existem cerca de 1.000 domesticados e apenas 600 selvagens. No campo havia aproximadamente 15 elefantes, de variados tamanhos e idades.


    Familiarizando com os elefantes

    Após uma pequena aula teórica, em que nos foram passadas informações e comandos de voz básicos, estávamos todos ansiosos para o passeio. Eu que pensava que o curso era apenas um pretexto para dar uma voltinha de elefante,  acabei sendo surpreendido positivamente. Não apenas andamos muito mais do que eu imaginava, como também subimos e descemos morros íngremes (ao ponto de sentir um pouquinho de vertigem).

    Comecei o trajeto acomodado naquela estrutura de madeira, nas costas de um elefante macho, de 13 anos de idade (o mais novo de todos) e com o meu instrutor sentado no pescoço do animal. Pouco tempo depois de iniciado o passeio, no entanto, o instrutor perguntou-me se eu queria ir no lugar dele e, sem descer do elefante, passei a montá-lo em pêlo e a comandá-lo com as pernas e com os comandos que havíamos aprendido. Um pouco desconfortável, é verdade, mas também bastante divertido.


    O "uniforme" é fornecido pelo campo.

    Depois de um gostoso almoço, nova “cavalgada” (desta vez em cima de uma fêmea de mais ou menos 30 anos de idade) que terminou dentro do rio, com os elefantes aparentemente se divertindo bastante, mergulhando (com os “aprendizes” montados em cima), enchendo a tromba d’água e esguichando em cima da gente. Uma experiência deliciosa, da qual nunca me esquecerei!

    No dia seguinte, na mesma agência, comprei o passeio para as cachoeiras de Kuang Si, que ficam a cerca de uma hora de van de Luang Prabang. Outra ótima surpresa, uma grande queda d’água e outras menores com verdadeiras piscinas naturais entre elas. Cor da água incrível, temperatura ideal, cordas para brincar de Tarzan:


     

    Antes de chegar nas quedas d’água, mas já dentro do Parque em que elas se situam, existe um centro de resgate de ursos, com 23 ursos pretos asiáticos. Esta espécie de urso, de pequeno porte, é vítima de tráfego de animais silvestres e os animais desta reserva foram apreendidos e hoje, sem condições de voltar à vida selvagem (provavelmente foram vítimas de traficantes quando ainda bebês), são mantidos ali, em viveiros cercados por telas.

    O

    O urso negro asiático, no Centro de Resgate de Kuang Si



    Categoria: Viagem
    Escrito por Bruno Rabello às 08h54
    [] [envie esta mensagem
    ] []





     
     

    Camboja, Parte II: Museus, Angkor Thom, Ta Prohm, Banteay Srei

    No dia seguinte, fui ao Angkor National Museum, ótimo programa para se inteirar um pouco mais sobre a história de Angkor Wat e sobre a civilização khmer. Ótima introdução para os templos e que, uma vez visitada com calma e atenção, faz com que as visitas subseqüentes se tornem mais proveitosas e interessantes. O grande destaque é a Galeria dos 1000 Budas que, como o nome denuncia, conta com mais de mil imagens de Buda. Curiosamente, nenhuma do Buda gordo que estamos acostumados a ver. Todos os Budas são esbeltos, muitos estão sentados em uma serpente, alguns deitados. Indaguei a respeito e fui informado de que o Buda gordo é chinês e que lá (como no Laos), ele não é popular.


    Galeria dos 1000 Budas, no Museu Nacional de Angkor. É proibido tirar fotos nesta sala. Imagem obtida na internet

    Já o Cambodia Landmine Museum (Museu das Minas Terrestres) vale uma visita rápida. A história de seu fundador, Aki Ra é tocante. Ainda criança, foi recrutado pelo Khmer Vermelho e esteve anos na luta armada e preparando as minas terrestres que deixaram uma multidão de inválidos por todo o país (o Camboja é um dos lugares do mundo com o maior número de minas terrestres). Encerrado o conflito, ele passou a peregrinar pelo interior do país para, manualmente e colocando sua vida em risco, desarmar estas bombas. Paralelamente a isso, acolhia crianças mutiladas cujas famílias paupérrimas não podiam dar a devida assistência e as criava junto com as suas. O Museu também funciona como uma escola para crianças órfãs ou feridas. A preço do ingresso é irrisório e o acervo do museu não é significativo. Mas como ele fica no caminho de um dos mais belos templos de Siem Reap – o Banteay Srei – uma parada por lá, no caminho, deve ser considerada.

    Deslumbrar-me com a grandeza de Angkor Wat não foi nenhuma surpresa. Surpresa, das mais gratas, foi descobrir que as outras ruínas do complexo eram também impressionantes, imperdíveis e únicas. Imaginava, ignorante que era e continuo sendo, que as menos famosas seriam apenas apêndices em menor escala do atrativo maior. Não poderia estar mais enganado.

    Angkor Thom, com suas largas torres com quatro faces esculpidas – uma para cada direção – é um deslumbre. Acredita-se que funcionou como capital do Império até o século XVII. Em seu centro, encontra-se o Bayon, complexa e enigmática edificação formada por várias torres com faces esculpidas.


    As torres com faces esculpidas de Angkor Thom

    Como disse no post anterior, o guia sugere poses inusitadas para fotos.

    Ta Prohm é uma das construções mais misteriosas e tornou-se popular após servir de cenário para o filme Tomb Raider, estrelado por Angelina Jolie. Sua restauração buscou preservar a selva densa que invadiu o local, especialmente as árvores cujas raízes mais se parecem tentáculos engolindo as paredes. O resultado é fabuloso:


    Banteay Srei, erguido no século X por sacerdotes hindus é o mais afastado dos templos que visitei (foi no trajeto para lá que visitei o Museu das Minas Terrestres) e se destaca pelos refinados entalhes feitos no arenito rosado, o que acabou fazendo com que ficasse conhecido como Cidadela das Mulheres.

    Banteay Srei, diferente dos demais não apenas na cor das pedras, mas na delicadeza das esculturas e dos entalhes

    Detalhes dos entalhes em Banteay Srei

    Minha estada em Siem Reap não foi feita apenas de visitas a ruínas e museus. Em uma das noites, fui conferir o Phare, espetáculo do Circo do Camboja que vem ganhando reputação e que realiza um belo trabalho social. Nada que chegue aos pés de um Cirque de Soleil, mas artistas talentosos, encenando uma história popular com bastante entusiasmo. Bom programa para antes do jantar. Também tirei uma tarde para andar de quadriciclo pela zona rural, o que foi bem interessante, a despeito da poeirada da estrada. Impossível não usar as máscaras de pano, mas mais impossível ainda não se comover com as dezenas de crianças acenando no caminho.

    Dicas que podem ser úteis:

    a) Planeje racionalmente seus deslocamentos. Por falta de planejamento, o passe de três dias que comprei foi insuficiente e acabei sendo obrigado a comprar um novo passe para o último dia. Angkor Thom e Ta Prohm são bem próximos um do outro e podem ser visitados em seguida a Angkor Wat. Recomendo bastante ver o sol nascer lá. Banteay Srei é mais afastado – quase 50 minutos de tuk-tuk de Siem Reap – e, caso haja interesse em visitar o Museu das Minas Terrestres, estas visitas devem ser combinadas.

    b) Ao contrário do que aconteceu quando da minha primeira visita a Angkor Wat, não havia guias disponíveis nas entradas dos demais templos, o que me obrigou a visitá-los sozinho e, lado bom das coisas, me fez retornar a Angkor Thom e Ta Prohm com guia. Pedir para o hotel conseguir um guia antecipadamente é um bom negócio.

    c) Todos os deslocamentos foram feitos na base do tuk-tuk, espécie de charrete puxada por moto. É bem barato e mesmo assim dá para negociar. 



    Categoria: Viagem
    Escrito por Bruno Rabello às 14h52
    [] [envie esta mensagem
    ] []





     
     

    Siem Reap, Camboja, Angkor Wat

     

    Há muito tempo, o Sudeste Asiático encabeçava minha lista particular de viagens dos sonhos. Desde 2006 tenho o guia visual da Folha sobre o Vietnam e Angkor Wat e volta e meia flertava com ele. A previsão do nascimento da minha filha para o final de maio/início de junho fez com que eu finalmente decidisse por realizar este sonho, convencido de que seria agora ou daqui a muito tempo. Quando comprei a passagem, cheguei a acreditar que a Vânia pudesse me acompanhar (ela estaria entre a 27a e a 30a semana de gravidez), mas quando vimos que isso não seria nada fácil, decidi, com o seu aval, que iria sozinho.

    A história recente do Camboja, minha primeira parada, é muito triste e sofrida. Fazia parte (junto com o Laos e o Vietnam) da Indochina, colonizada pela França. Ao tornar-se independente, em 1953, estabeleceu-se como uma monarquia constitucional até 1970, quando o rei foi deposto por um golpe militar, avalizado pelos EUA. O novo regime exigiu que os comunistas vietnamitas – que até então utilizavam o país como uma rota de abastecimento de armas, durante a guerra – se retirassem do país, o que acabou sendo uma das causas da guerra civil que tomou conta do país e terminou por levar ao poder o Khmer Vermelho, sob a liderança do sanguinário Pol Pot. De inspiração maoísta, o regime do Khmer Vermelho evacuou cidades, forçando a população a se mudar para o campo, na tentativa de reconstruir o modelo de agricultura do país nos moldes do século XI, rejeitando tudo aquilo que pudesse ser considerado como influência ocidental.

    Estima-se que entre 1 e 3 milhões de cambojanos foram mortos no breve tempo (1975-1978, quando tropas do Vietnam invadiram o país) em que Pol Pot governou o país. Conheci a história pelo cinema, com o filme Gritos do Silêncio (The Killing Fields), de 1984, que ganhou 3 Oscars (inclusive de ator coadjuvante) e foi indicado para outros 4 (inclusive melhor). Os Khmer Vermelhos continuaram na luta armada até os anos 90, quando teve início um processo de democratização conduzido pela ONU.

    O turismo é hoje a 2a indústria mais importante do país (depois da têxtil), com fortíssimo crescimento anual. Para se ter uma idéia, em 2002 o país recebeu 786.000 turistas. Em 2012, foram 3.584.000 visitantes, um crescimento espantoso!

    Siem Reap é a cidade que serve de base para quem quer visitar as ruínas de Angkor Wat, o maior monumento religioso do mundo e a principal atração turística do Camboja. A cidade é bem maior do que eu imaginava e abriga hotéis de todos os tipos e para todos os bolsos, atendendo desde mochileiros a milionários. Chega a ser curioso ver outdoors anunciando campos de golfe e resorts por lá.

    Talvez porque o o número de turistas é impressionante (na minha primeira tarde em Angkor Wat, poderia apostar que havia lá, naquele dia, mais turistas que em todo o Brasil), talvez porque a cidade é maior do que eu esperava, não chega a ser charmosa. O assédio dos vendedores, motoristas de tuk-tuk, massagistas, hostess de restaurantes e até de cafetões incomoda um pouco, mas nada me fez sentir ameaçado ou inseguro. Na Pub Street concentram-se a maioria dos bares e restaurantes e é para lá que os turistas se dirigem todas as noites. Nas ruas paralelas ou transversais e possível escolher lugares mais tranquilos e menos barulhentos. É lá também que se encontram diversos tanques onde se pode fazer a fish massage. Eu, é claro, não resisti:

    Ao contrário do que esperava, a culinária do Camboja não se caracteriza por ser picante. São vários restaurantes oferecendo a cozinha khmer, cujo prato principal, o amok, que leva peixe e leite de côco e me era servido dentro do próprio côco, é muito gostoso.

    O motorista de taxi que me levou do aeroporto para o hotel (Borann – L’Auberge des Temples, USD 147 por 3 noites, um pouco afastado da muvuca da Pub Street, limpo, básico, wi-fi, bom café-da-manhã e com uma providencial piscina para ajudar a se refrescar quando da chegada dos passeios) ofereceu-se para ser o meu transporte regular durante todos os dias da minha estada, sugerindo (quase impondo) a programação de cada dia. Eu, para sua desolação, resolvi ficar com ele somente na tarde da minha chegada e, nos dias seguintes, explorar por conta própria as demais ruínas.

    Mesmo cansado, pedi-lhe para me levar para Angkor Wat logo após fazer o check-in e tomar um bom banho. No caminho comprei ingresso que me dava direito a 3 dias nos templos e ruínas por USD 40 e na entrada contratei um jovem que se ofereceu de guia para me acompanhar. Fazer o tour guiado me parece essencial se você não é um expert em arquitetura ou história khmer. Claro que é possível maravilhar-se com aquelas ruínas sem saber de nada, mas o guia, além de valorizar cada galeria e de chamar sua atenção para detalhes que passariam despercebidos, conhece os melhores ângulos para fotos. E, para mim que viajava sozinho, exercia o papel de personal photographer. A seguir, fotos tiradas nas galerias interiores de Angkor Wat, que dão uma idéia aproximada de sua grandeza:

    Angkor Wat foi construída na primeira metade do século XII para ser a capital do Império Khmer e também um templo dedicado a Vishnu (Deus Supremo do hinduísmo). Posteriormente, tornou-se um templo budista (quando esta religião passou a ser a religião de toda a região). É o maior orgulho do Camboja e estampa sua bandeira. Considerada Patrimônio da Humanidade pela UNESCO, os entalhes e baixo relevos insculpidos em suas paredes são impressionantes assim como as torres em forma de cogumelos e a imensidão de todo o complexo. Na foto seguinte, detalhes de algumas das cerca de 1.800 Apsaras (ninfas da mitologia hindu) que existem em Angkor Wat. Disseram-me que cada uma delas tem um chapéu diferente...

    Vale mais do que uma única visita tanto que, em meu último dia em Siem Reap, amanheci lá para ver, junto a uma multidão de turistas, o sol nascer por detrás das torres. Precisa dizer que foi inesquecível?


    Nascer do sol em Angkor Wat, o único dos templos do complexo que está voltado para o Oeste, na direção do sol poente.



    Categoria: Viagem
    Escrito por Bruno Rabello às 16h39
    [] [envie esta mensagem
    ] []





     
     

    México: X-Caret, golfinhos, Cozumel e um iPhone no fundo do mar

    Para snorkel ou mergulho, o programa é ir para Cozumel, ilha tida como o paraíso para este tipo de atividade. Do píer de Playa del Carmen partem barcos para Cozumel a toda hora (trajeto: 40 minutos) e os passeios são oferecidos tanto em um lugar quanto em outro (várias opções). Como estava com a Vânia e os meus pais e não tinha como deixá-los "sozinhos", acabei não mergulhando de cilindro e optamos por fazer um tour que compreendia 3 paradas para snorkel.

    Antes do passeio, fui atraído por um anúncio de um recipiente para iPhone que permitiria tirar fotos embaixo d’água. Era um invólucro de plástico, com vedação e uma corda para se amarrar no pescoço. Fui aconselhado a deixar um pouco de ar antes de fechá-lo, de modo que o aparelho flutuaria se eu soltasse a corda. Na prática, entretanto, o touch screen era difícil de manusear e acabei esvaziando o ar. Aturdido, sem saber se curtia os peixes que se aglomeravam ao meu redor para comer as tortilhas ou se tirava fotos, acabei soltando a corda e, quando vi, meu iPhoneafundava rapidamente, sem que eu tivesse fôlego para tentar recuperá-lo. O pessoal do barco ainda tentou mergulhar e procura-lo, sem sucesso.

    Duas horas depois, na barca que voltava para Playa del Carmen, ainda lamentando a perda do meu iPhone (e principalmente de tudo que tinha dentro dele), a Vânia recebe uma mensagem dizendo que tinham achado meu telefone no fundo do mar. Logo em seguida, outra. O inacreditável aconteceu: uma instrutora de mergulho canadense, que mergulhava com cilindro, encontrou-o, no meio de um recife, a 15 metros de profundidade. O telefone ainda tinha bateria, não estava protegido por senha (o que foi a minha sorte) e ela abriu o aplicativo do facebook e escreveu em meu perfil dizendo que havia achado o telefone. Conseguir entrar em contato com ela e na manhã seguinte peguei a primeira barca para Cozumel para recuperar, intacto, o telefone!

     

    Na Riviera Maia – como é chamado o pedaço da costa mexicana em que se situa Playa del Carmen, não faltam opções de lazer. Uma das principais é o X-Caret, enorme complexo que compreende zoológico, parque aquático, praia, rio, restaurantes e apresentações artísticas. Há variadas opções de ingressos, mas o mais vantajoso é comprar aquele que inclui uma refeição (buffet, self-service).

    A maior parte das pessoas, ao entrar no parque, escolhe atravessá-lo nadando pelo rio subterrâneo (artificial). Veste-se coletes salva-vidas, calça-se nadadeiras, despacha-se as mochilas e tudo aquilo que se pretende utilizar no resto do dia (o que não for usar é guardado em armários lá em cima mesmo) e deixa-se levar pela correnteza. Particularmente, achei meio entediante: nada para se ver com o snorkel e apenas uma maneira de se evitar andar um longo trecho tanto na ida quanto na volta.

    Foi lá que cometi o pecadilho de pagar para nadar com golfinhos (vide post anterior), experiência que por mais reprovável que seja (e eu acredito que é), foi deliciosa.

     

    Poucos minutos depois de entrarmos no braço de mar em que pudemos nadar com os golfinhos, mamãe se deu conta de que sua aliança de brilhantes e o aparador que ela usava haviam saído de seus dedos e afundado (não me perguntem o porquê dela estar usando aliança de brilhantes na praia!). Estávamos em um grupo e quando o instrutor percebeu que eu me afastava para tentar mergulhar e encontrar suas jóias ele me aconselhou a relaxar e aproveitar a experiência, prometendo-nos que no final ele mesmo iria mergulhar e procurá-las. Depois do quase milagre do iPhone, achei que as chances seriam mínimas, mas inacreditavelmente ele cumpriu o prometido e recuperou as jóias para a felicidade da mamãe.  

     

    Não tivemos tempo nem energia para conhecer Cancun ou Tulum (sitio arqueológico maia, na beira do mar). O tempo disponível era pouco e preferimos curtir a praia do hotel por mais dois dias. E, quem sabe, ter bons motivos para voltar à linda Riviera Maia.

     

     



    Categoria: Viagem
    Escrito por Bruno Rabello às 11h15
    [] [envie esta mensagem
    ] []



     
      [ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]