Meu perfil
BRASIL, Sudeste, Homem, de 36 a 45 anos, Arte e cultura, Viagens



Arquivos

Votação
 Dê uma nota para meu blog

Outros links
 UOL - O melhor conteúdo
 BOL - E-mail grátis




Pensamentos nem tão profundos
 


Rio 2016, 2

Em Paris, perto do horário do anúncio da sede dos Jogos de 2016, voltei para o hotel para poder torcer ao vivo pela TV. Só consegui sintonizar uma emissora transmitindo a cerimônia: a TVE espanhola que, é claro, torcia desesperadamente por Madrid.

Quando do anúncio, não consegui conter as lágrimas de felicidade. A vontade era sair gritando “Brasil!” ou “Rio” por toda Paris. No vôo de volta ao Brasil, muita gente da delegação brasileira, inclusive o Presidente do Comitê Olímpico Brasileiro, Carlos Arthur Nuzman, sem dúvida o principal responsável pela conquista.

Repito o que disse aqui no blog há um mês atrás: acho que vai haver muita corrupção e desvio de dinheiro público, lamento pela falta de uma política pública para os esportes e, o  mais difícil, torço para que possam vir a representar a redenção do Rio de Janeiro, cidade que tanto amo!



Escrito por Bruno Rabello às 08h47
[] [envie esta mensagem
] []





Fromage

Foram apenas duas noites em Paris, que deram para matar saudades daquela cidade que sempre vale uma visita. Ficamos em um hotel simples, mas cuja localização muito me agrada: Le Home Latin (105 € a diária, sem café da manhã ou frigobar no quarto), na Rue Du Sommerard, primeira paralela ao Boulevard de Saint Germain, a poucas quadras da Notre Dame, do Pantheon e do Jardin Du Louxemburg.

Não sou de fazer compras quando estou viajando. No máximo, algumas bobagens como um pequeno enfeite para a minha estante de souvenirs e, talvez, uma camiseta do lugar. De vez em quando, caio na tentação de comprar alguma coisa mais "substancial", como no ano passado que comprei um tapete na Turquia.

Bem pertinho do hotel, nas horas finais da viagem, descobri uma fromagerie (Laurent Dubois, Boulevard Saint Germain, Place Mauber Mutualitè) que me fez sucumbir: comprei vários tipos de queijos, cada um mais cheiroso (ou fedorento, dependendo do ponto de vista) que o outro. Embalados a vácuo, chegaram são e salvos no Brasil e já estão me olhando da geladeira, esperando para serem deliciados... Vai ser difícil perder, no curto prazo, os quilos acumulados na viagem!

A tentação dos queijos.



Escrito por Bruno Rabello às 08h37
[] [envie esta mensagem
] []





Paris, Toujours Paris

Eu costumava dizer que das cinco vezes anteriores que tinha estado em Paris (a última, na minha lua de mel, no longínquo ano de 1998), a melhor seria a próxima. Já teria visto os pontos turísticos principais e poderia me dedicar ao que há de melhor na cidade: bater perna descompromissadamente.

Obviamente estava enganado, pois havia – e continua havendo – muita coisa “imperdível” para se conhecer e nos dois dias e poucos que passei em Paris, aproveitei para conhecer algumas, entre as quais três maravilhosos museus (um que sempre quis ir, mas que nunca dei sorte de encontrar aberto, um do qual pouco tinha ouvido falar e um que, há cerca de um mês atrás, confesso envergonhado que sequer sabia que existia!).

O primeiro foi o Centre Pompidou, dedicado principalmente à arte moderna. Adoro caminhar pela região do museu, (Beaubourg e Les Halles). O prédio é um espetáculo em si e subir suas escadas rolantes panorâmicas é ver se descortinando uma vista maravilhosa da cidade que tem seu apogeu no terraço. A coleção do museu é enorme, com vários Matisse, Braque, Picasso, Miró, Louise Bourgeouis, Pollock etc. Para quem gosta de arte, imperdível. Além da coleção permanente, vimos uma mostra dedicada a mulheres artistas, em que tinha muita coisa interessante e, também, muita bobagem. Também visitamos o Atelier Brancusi, que reproduz o local de trabalho deste importante escultor romeno que passou a maior parte de sua vida em Paris e que faz parte do complexo.

Em frente ao Centre Pompidou

 

 

O Instituto do Mundo Árabe tem acervo interessante, mas vale mesmo e pelo prédio, projetado pelo premiado (Pritzker 2008) arquiteto Jean Nouvel. O terraço também fornece uma vista imperdível de Paris, especialmente da Notre Dame e do Sena.

 

E ao prédio do Institute du Monde Arabe

E, finalmente, o Musée Du Quai Branly, inaugurado em 2006 e dedicado às civilizações. Máscaras, vestuários, armas, instrumentos musicais, totens, imagens religiosas separados em razão do continente: África, Ásia, Oceânia e Américas. É daqueles museus que se pode passar horas a fio sem ver o tempo passar, onde as peças estão distribuídas de modo dinâmico, com iluminação e som especiais. Outra bola dentro de Jean Nouvel, que também projetou a Torre Agbar de Barcelona que, lamentavelmente, só vi de longe.

 Recomendo que uma visita ao museu seja seguida por um almoço no maravilhoso restaurante Les Ombres, também no terraço e que tem uma vista magnífica da Torre Eiffel, dando a sensação de que almoçamos a seus pés. Refinamento, elegância, serviço impecável, comida saborosa e impecavelmente apresentada a preço bastante razoável (27 € pela formule que podia combinar uma entrada ou um prato principal ou um prato principal e uma sobremesa).

O restaurante Les Ombres, com sua vista magnífica da Tour Eiffel

 



Escrito por Bruno Rabello às 09h08
[] [envie esta mensagem
] []





Mais algumas notas sobre a Croácia

Ficamos 7 dias na Croácia e acho que foi pouco, pois não tivemos tempo de conhecer várias ilhas tidas como lindas (como Hvar e Korcula) e vários parques nacionais, pelos quais passamos ao lado (como Krk). Além disso, não vimos muito de Zagreb, cidade na qual dormimos duas noites, mas sempre chegando após às 21 horas e partindo antes do meio-dia. Deu para ver, no entanto, que é mais barata que as demais cidades da Dalmácia.

Viajar de carro pelas estradas da Croácia é altamente recomendável. Além de estradas bem cuidadas e sinalizadas, a liberdade que o carro te proporciona é enorme. Dizem que na altíssima temporada, as coisas se complicam, com grandes engarrafamentos e Dubrovnik chega a ser fechada devido ao grande número de turistas.

Também tivemos a sorte de contar com um tempo bom, apesar de termos pegados dias que, na falta de termo melhor, vou chamar de “enfumaçados”. Tinha sol, mas o céu não era tão azul e tão bonito como imagino que deva ser no meio do verão (estávamos na primeira semana de outono) e isso acaba prejudicando um pouco a cor das fotos. Por outro lado, as temperaturas foram agradáveis e só vimos um pouquinho de chuva na saída de Zagreb, logo que pegamos a estrada.

Em Dubrovnik, há vários restaurantes e hotéis situados dentro da cidade antiga; o nosso ficava a uns 10 minutos de carro, mas tinha as vantagens já descritas acima.

Vimos várias mulheres de top less, infelizmente, nenhuma memorável. Também pessoas de “tudo less” (isso mesmo, nuas em pêlo!), tanto homens quanto mulheres, nas praias pelas quais passamos no passeio de barco. Ninguém parecia se importar...

De Dubrovnik, estávamos a cerca de uma hora de Montenegro, outro país originário da desintegração da Iugoslávia. Vi ofertas de excursões para lá que saíam e voltavam no mesmo dia, passando pelo litoral e por uma cidade medieval que parecia interessante. Poderia ter ido com o carro, mas acabei desistindo porque me disseram que brasileiro precisava de visto. Além do mais, queria curtir o hotel e a própria Dubrovnik.



Escrito por Bruno Rabello às 19h50
[] [envie esta mensagem
] []





A difícil tarefa de descrever Dubrovnik

Se a Croácia era “o” destino da viagem, Dubrovnik foi deixada por último para ser o gran finale. Para que tudo fosse perfeito, cuidei de reservar um hotel mais bacana, de um nível melhor do que os demais lugares (Hotel More, diária de 200 € e 145 €, quarto com varanda para o mar e banheira de hidromassagem e quarto com vista apenas lateral, mas ainda boa), onde chegamos depois de algumas horas de viagem de carro. Dava vontade de por lá, curtindo os mimos, entre os quais um acesso quase que particular ao mar, uma jacuzzi com uma vista esplêndida e um quarto muito confortável. Colocamos nossos roupões e fomos aproveitar tudo isso...

 

Esperando o pôr do sol no hotel em Dubrovnik

Somente à noite é que fomos para o centro histórico. A primeira visão foi a da imensa muralha que cerca a cidade. Carro estacionado, começamos a adentrar os muros e um grande cartaz com um mapa informava os pontos da cidade que foram bombardeados durante a guerra contra a Sérvia em 1991/2. Era espantoso, mas não menos foi saber que, terminada a guerra, houve uma rápida e bem sucedida reconstrução, com o apoio da Unesco, que lhe devolveu o brilho e o esplendor.

Quando finalmente percorremos o longo corredor que desemboca no interior da cidade antiga, meu coração apertou e meus olhos marejaram. Não vou conseguir expressar em palavras o que achei, ou melhor, o que senti, ao ter o primeiro contato com aquele maravilhoso conjunto arquitetônico, iluminado cinematograficamente. Foi paixão à primeira vista (algo que também aconteceu comigo em Praga e em Tiradentes)! Todos os lugares pelos quais tínhamos passado até então eram lindos, mas Dubrovnik me bateu de um jeito diferente e arrebatador. Fiquei literalmente em estado de graça...

No dia seguinte, ao visitarmos a cidade de dia, a impressão não se esmoreceu, já que a falta da iluminação era compensada, com sobras, pela visão do mar de águas cristalinas. Com Vânia e mamãe, percorri os quase 2km da muralha, rodeando toda a cidade antiga. Em alguns pontos a muralha atinge 25 metros de altura e de cada ângulo uma visão mais bonita que a outra. Sem duvida alguma, uma das cidades mais belas do mundo!

 

Do alto da muralha, olhando para fora da cidade

Do alto da muralha, para dentro da cidade

Dormimos lá duas noites e voltamos à cidade antiga outras duas vezes (2ª noite e depois de fazer o check-out do hotel, no 3º dia). Na última, depois do almoço de despedida, consegui um barco para nos levar (e somente a nós) para um passeio que conjugou uma visão panorâmica da cidade a partir do mar (essencial!) e uma volta numa das ilhas próximas, com direito a parada para mergulho (apnéia, somente). Fecho de ouro.

 

Vista do barco

A cidade, verdadeira preciosidade, mais do que faz para merecer a alcunha de “Pérola do Adriático”!



Escrito por Bruno Rabello às 19h42
[] [envie esta mensagem
] []



 
  [ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]