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Pensamentos nem tão profundos
 


Um país acidental

Antes da viagem, vendo o mapa da Croácia, sempre fiquei intrigado com o que me parecia uma fronteira internacional separando em dois, o território do país. Mas não li nada sobre isso nos guias, nem nas reportagens sobre o país e acabei deixando esta questão de lado.

No caminho de Trogir para Dubrovnik, já bem próximo de Dubrovnik, deparamos com uma barreira policial e logo intui: fronteira! Não deu outra: sem programar, estávamos em um outro país, a Bósnia e Herzegovina, que junto com a Croácia fazia parte da finada Iugoslávia. Cheguei a temer pela necessidade de visto, mas nosso carro tinha placa croata (será que foi por isso?) e não tivemos problema.

Apesar de ser uma bobagem, mera tecnicalidade, todos ficamos excitados com o inusitado da situação e resolvemos almoçar em Neum, a cidade que fica na faixa de 24,5 km (pouco mais de 1/3 do litoral do Piauí, que tem 66km!) que dá acesso ao mar à Bósnia e Herzegovina.

Sentamos em um restaurante à beira mar que parecia ser de péssima qualidade, mas onde comemos super bem. Tivemos o auxílio de um bósnio, morador de Sarajevo, fluente em inglês e que nos falou um pouco sobre o lugar e nos indicou o que comer, uma espécie de mexilhão, que segundo ele, só é encontrado naquela região.

Os mussels bósnios

Pesquisando na internet, descubro que há uma questão diplomática envolvendo aquela região com iminente (previsão para 2011) integração da Croácia à União Européia: atualmente, os bósnios precisam de visto para a União Européia e, por isso, já há negociações para acabar com a exigência.

Barriga cheia, voltamos para a estrada e em poucos minutos estávamos novamente na Croácia. Mas, é claro, não deixei de incluir a Bósnia e Herzegovina no meu curricum de viajante!



Escrito por Bruno Rabello às 05h32
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Trogir: uma ilha de conto de fadas

Somente em Bol decidi o que fazer no dia seguinte: ir para Trogir, uma minúscula ilha, a que se chega de carro, por uma ponte, que fica ao norte de Split e que, também, é considerada Patrimônio da Humanidade pela Unesco.

Sabe aquela história de que na Europa existem cidades pequenas que parecem saídas de um conto de fadas? Não consigo imaginar exemplo melhor do que Trogir! Ruas estreitas ladeadas por casas de pedra clara (a pedra da Dalmácia, que dá um toque especial nas cidades desta parte da Croácia), uma fortaleza que lembra castelo de conto de fadas (exatamente como a torre do jogo de xadrez), uma verdadeira jóia. Iates ancorados na beira do cais e um número grande, mas suportável de turistas.

Na chegada à cidade encantada de Trogir, depois de estacionar o carro fora do centro histórico, indo ao encontro da famiglia. Olha a torre ao fundo!

Também dispensamos hotel e alugamos dois quartos (50 €, cada), numa das charmosas casas de pedra da cidade. Da rua, bastava subir um lance de escada para chegar aos quartos, um em frente ao outro. Nada de recepção ou de estar na casa de alguém. No dia seguinte, entregar as chaves e pagar.

Papai e mamãe (com Vânia ao fundo), da janela da nossa "casa" em Trogir

Rua que ficamos hospedados em Trogir. No segundo andar, da casa de janelas verde.

Aliás, chama a atenção a quantidade de anúncios de quartos para alugar, em todos os lugares pelos quais passamos. Já havia lido que este tipo de hospedagem era bastante comum na Croácia, mas mesmo assim fiquei surpreso! A experiência de se hospedar em um apartamento ou quarto, além de muito econômica, é sim muito charmosa e pitoresca.



Escrito por Bruno Rabello às 04h50
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Bol - a busca pela praia do cartão postal

Na manhã seguinte, depois de dar uma boa volta pela parte histórica da cidade, especialmente no interior do Palácio, pegamos o ferry (140kn pelo carro, 30kn por pessoa) para a ilha de Brač (a difícil tarefa de escolher uma ilha...), onde chegamos cerca de uma hora depois  e andamos mais 35 km em uma estrada sinuosa até Bol.

Ao procurar por hotel em Bol, a menina que trabalha no centro de informações turísticas nos ofereceu dois apartamentos no prédio ao lado, com cozinha, sala de estar e uma deliciosa vista para o mar! Pedi para ver o apartamento e achamos uma graça. Além de limpíssimos, muito perfumados! O preço (60€ cada) também foi ótimo, menos da metade do que estávamos pagando em hóteis. Mamãe e Vânia foram ao supermercado e compraram coisas para o café da manhã do dia seguinte, como se estivéssemos no Rio...

Quis ir para Bol por conta da praia do Chifre Dourado, um dos cartões postais mais famosos da Croácia, mas cujas fotos, aéreas, são bem mais bonitas do que pessoalmente. A praia é um triângulo, cercada de mares pelos dois lados e com uma mata de pinheiros na base. É bonita, mas não se compara com as fotografias aéreas dos guias. Além disso, é de pedra e não de areia. Pelo menos as pedras são arredondadas e não pontiagudas ou cortantes.

A Bol do poster...

E eu na pontinha da praia!

O mar não era frio, a água era cristalina, mas talvez por conta do sol - não muito brilhante e forte - o colorido do dia não era tão bonito.

Não quero passar a impressão errada de que é uma furada ir a Bol... Mas é inegável que a comparação entre o poster e a foto, a realidade sai prejudicada. De toda forma, o dia e a noite em Bol, o passeio de ferry e, também, a simpática Supetar (cidade destino do ferry) foram todos muito agradáveis.



Escrito por Bruno Rabello às 04h09
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Split

Dos lagos, pegamos a estrada para Split, onde chegamos de noite. Fiquei surpreso por se tratar de uma cidade grande, muito industrializada, bem maior do que eu supunha, mas demos sorte com as informações e não demoramos nada a chegar à sua parte antiga e turística.

Mesmo ansioso por ter que achar um hotel para a gente ficar – era 6ª-feira, por volta de 21:00 horas, havia tentando sem sucesso dois outros hotéis e só fui conseguir vaga na 3ª tentativa – fiquei impactado com a beleza daquele conjunto arquitetônico formado pela passarela a beira mar e o Palácio de Diocleciano (antigo imperador romano). A iluminação noturna, com certeza, ajudava a emoldurar aquele cenário encantador. Enquanto papai, mamãe e Vânia sentavam-se em um dos belos cafés, encontrei um hotel bem perto (Slavija, 1000 kunas por quarto duplo), dentro do que seriam os limites do Palácio, a preço razoável. Era nossa primeira cidade da Dalmácia e já estávamos fisgados de vez. Acabamos jantando à beira mar...

Split é um ponto estratégico porque é de lá que partem diversos ferryboats para as ilhas da Dalmácia. Mas independente disso, vale muito a visita!

Vista da beira-mar de Split



Escrito por Bruno Rabello às 02h13
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Isto aqui também é seu!

Dirigindo pelas estradas da Croácia, país que há menos de duas décadas emergiu de uma sangrenta guerra, não pude deixar de lembrar, indignado, de nossas estradas. Impecáveis, sem o menor sinal de buraco, bem diferente das absurdamente mal conservadas e perigosas rodovias brasileiras.

No caminho para Split, paramos no Parque Nacional dos Lagos Plitviče (Plitviče Lakes). Para evitar confronto com papai – que se tivesse sabido antes que essa era a minha, certamente teria se manifestado contrário a ela – só já no Parque é que descrevi o que seria o passeio.

Ao contrário do que eu esperava, contudo, não se tratava de um lugar para se passar apenas 2 ou 3 horas, já que 3 horas era a duração da menor das trilhas. Andamos muito mais do que esperávamos e a estada acabou se estendendo por mais de 5 horas. Se valeu a pena? O lugar é indescritivelmente bonito, de uma beleza que fotografia não consegue passar (ao longo da viagem, passamos por lugares que não fazem jus às fotos, mas com Plitviče aconteceu o contrário): lagos que variam em tons de azuis e verdes incríveis, de águas cristalinas e com muitos peixes, alimentados por lindas cachoeiras. Um verdadeiro tesouro, muito justamente considerado Patrimônio da Humanidade pela Unesco e que deve ser considerado por todo mundo que visita a Croácia.

Eu e Vânia na trilha. Observem o tom do azul do lago...

Foto que tirei ao final da caminhada, olhando de cima parte dos lagos. A foto não faz justiça à beleza do lugar

Detalhe: muitos turistas, quase todos europeus. Um grande grupo de japoneses, como de praxe. Um dos poucos lugares que eu não vi um brasileiro sequer.

Papai andou muito, xingou mais ainda (dizendo que quase o matei), mas reconheceu (e nem poderia deixar de fazê-lo) a maravilha do lugar. Se perguntarem a ele se valeu a pena, pode até ser que ele diga que não... Eu não vou acreditar que esteja sendo sincero!



Escrito por Bruno Rabello às 02h55
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Pernoite em Zagreb

O aeroporto de Zagreb não é grande e sua deficiente infra-estrutura nos causou um contra-tempo: a idéia era deixar parte das malas em um locker (prática que há muito tempo adoto) e sair com malas pequenas preparadas somente para a Croácia, malas que pudessem caber no porta-malas do carro que havia alugado (um Passat). Para minha desagradável surpresa, no entanto, não havia locker no aeroporto. Já prevendo que isso me daria uma grande dor de cabeça, procurei um táxi grande suficiente para acomodar todos e as bagagens e chegamos ao hotel que havia reservado pela internet.

Mas a noite também reservou boas surpresas: o hotel era um encanto. Do tipo hotel-boutique, cuidadoso nos detalhes, lindamente decorado e planejado. Um café da manhã esplêndido, especialmente preparado para nós (únicos hóspedes daquela noite), pela polivalente funcionária que cuidava da recepção, da preparação do café e da arrumação do quarto, com enorme eficiência. O único pequeno porém é que ele fica um pouco afastado do centro, mas mesmo isso se torna irrelevante diante da mata que existe em frente à varanda do quarto. Como voltaríamos a Zagreb para pegar o vôo internacional, pedi para deixarmos no hotel parte da bagagem.

Feito o check-in, fomos para o restaurante que o motorista de taxi havia nos recomendado. Era quase 22:00 e pensei que fosse ser difícil achar algum lugar ainda disposto a receber fregueses. Outra grata surpresa: uma deliciosa taverna (Boban, o nome), situada a dois pisos abaixo do nível da rua, com pé-direito alto e um telhado abobadado que deixou papai absolutamente encantado (“um dos restaurantes mais bonitos que já fui”). Todos pedimos massa e os pratos, enormes, estavam deliciosos. Mal agüentei comer inteiro o meu prato com trufas!

Na manhã seguinte, fomos para a locadora pegar o carro. O próprio dono do hotel nos levou até lá em sua Cherokee. Outro pequeno contra-tempo: o GPS que eu havia solicitado não estava disponível. Como não havia outro jeito, tive que me contentar com o mapa e uma pequena explicação da funcionária sobre como pegar a auto-estrada. Resignado, fui deixando Zagreb para trás.



Escrito por Bruno Rabello às 13h37
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O porquê da Croácia

Foi curiosíssimo observar as diversas reações das pessoas ao ouvirem de minha boca que eu estava indo para a Croácia. Muita gente dizia já ter ouvido que o país era lindo, que achava bacana a escolha, sabia que o país era um destino turístico em franco crescimento etc. Outros, no entanto, mal conseguiam disfarçar a reprovação (“mas com tanto lugar legal por aí...”, “de onde você inventou essa?”, “mas por que não continuar sua viagem na Espanha e conhecer Madri? Ou ir até Portugal?”, “O que tem para se fazer lá?”).

Há cerca de três anos, comprei o guia da Croácia (aquele visual publicado pela Folha de São Paulo) e comecei a guardar reportagens sobre o país que saíam nos cadernos de turismo dos jornais e nas revistas especializadas. Aprendi que o turismo representa 20% do PIB do país, um número que é ao mesmo tempo uma enormidade e um retrato da sua importância para um país que, há 20 anos atrás, ainda não existia (era parte da antiga Iugoslávia) e que foi devastado pela guerra.

A idéia inicial era conhecer algumas das mais de 1000 ilhas do litoral croata e, claro, Dubrovnik, a “jóia do Adriático”, cidade que Tia Cecília, Tio Marco e Tio Paulo visitaram quando a Iugoslávia ainda existia como país e sobre a qual disseram maravilhas. Também o fato de o papai ter falado, há muitos anos, que gostaria de fazer uma viagem de navio passando por Split e Dubrovnik fez aumentar meu interesse sobre o país. Além disso, sempre tive um certo fascínio com o leste europeu (visitei Praga pela primeira vez quando a cidade ainda não era moda; já estive em Budapeste).

Nunca viajei de navio e embora até ache que fosse curtir a experiência, não é o tipo de viagem que mais me atrai, já que o que mais gosto é e ficar batendo perna nas cidades, enveredando por suas ruelas estreitas e secundárias. Um navio pode até ser divertido, mas é difícil conhecer uma cidade hospedado nele

Na complicada montagem do roteiro fui encontrando várias dificuldades: a temporada turística nas ilhas da Croácia se estende até setembro, mas a partir da metade deste mês, os vôos internacionais começavam a escassear; para viabilizar a viagem tive que mudar a data das minhas férias (antes planejadas para outubro), o que me deu uma enorme dor de cabeça no trabalho e gerou a antipatia de vários colegas; para racionalizar os custos da viagem, o melhor a fazer seria voar até Zagreb, a capital do país localizada na região central e que não possui grandes atrativos turísticos; comecei, então, a pensar sobre a idéia de alugar um carro e de lá rumar para o litoral da Dalmácia (a região mais badalada do país); para tornar a viagem de cerca de 500 km (até Split) mais interessante, pesquisei se haveria algo interessante no meio do caminho; com o absurdo números de ilhas disponíveis, escolher uma ou duas para visitar e deixar de fora todas as centenas é sempre doloroso; quanto mais eu lia sobre o país, mais eu pensava que os 7 dias que eu havia reservado para ele poderiam ser pouco, caso gostássemos ou muito, se desse algo errado como, por exemplo, o mau tempo.



Escrito por Bruno Rabello às 12h02
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Barcelona - considerações

Come-se bem em Barcelona a preços razoáveis, até mais em conta que no Brasil. O que diferencia é o preço da bebida: bebemos muita cava e o preço das garrafas variou entre 10 e 20€ e, se levarmos em consideração a (muito boa) qualidade deste espumante, beber em Barcelona é muito mais barato que no Brasil, onde qualquer restaurante cobra mais de R$ 50,00 por um espumante verde-amarelo.

Tivemos a sorte de estar em Barcelona na semana em que a cidade se preparava para comemorar o dia de sua padroeira, o que nos permitiu ver uma festa popular. Várias praças foram fechadas para desfiles dos grandes bonecos, apresentações de música e de pirâmides humanas (uma tradição catalã; pelo que entendi, cada bairro da cidade apresenta sua equipe). Na manhã de nosso último dia na cidade, fomos até a Plaza San Jaume para conferir as pirâmides, mas ela estava tão lotada que era impossível chegar perto. Não tínhamos tempo disponível para ver todas as apresentações, mas deu para ter uma boa idéia de que aquilo realmente mexe com a cidade.

Fiquei com a impressão de que Barcelona diz da Espanha mais ou menos o mesmo tanto que Nova York diz dos EUA: muito pouco. Ambas são cidades muito grandes, multi-culturais, cosmopolitas e que, por tudo isso, acabam transcendendo o país.



Escrito por Bruno Rabello às 11h51
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Algumas dicas de Barcelona

Uma boa pedida em Barcelona é comprar ingresso (27€, para dois dias e inclui um carnê de descontos para quase todas as atrações da cidade, o que acaba fazendo valer o investimento) para os ônibus turísticos de dois andares, sentar no andar de cima e ir descendo nos pontos de interesse. Você pode subir e descer do ônibus quantas vezes quiser e, como são dezenas deles, eles nunca demoram a aparecer. Com microfones, você pode seguir o áudio guia em várias línguas (português, de Portugal, entre elas). São três linhas diferentes (azul, vermelha e verde), que fazem interseção em pontos específicos, que permite que você mude de rota. Os ônibus passam por praticamente todos os pontos de interesse da cidade.

Por dois dias, portanto, cruzamos a cidade de ônibus. Muitos dos pontos turísticos, apenas vi de dentro do ônibus (Estádio Olímpico, Camp Nou, Casa Milà, Rambla Del Mar, Parc de Montjuic). Não tive pique para passar a madrugada em balada, mas consigo imaginar como devem ser as noites nos badalados bares que se tornam clubes da Barceloneta (a praia).

Outros lugares fiz questão de visitar, como a Fundação Miró (museu dedicado a este artista de que gosto tanto, o que não posso dizer do outro badalado catalão, Salvador Dalí) e obras-primas ligadas ao grande arquiteto Antonio Gaudí: a Sagrada Família (a enorme, impressionante e inacabada igreja gótica), a Casa Batlò (com suas paredes irregulares, que lembram ondas do mar e fachada de ladrilhos que parecem escamas de dragão) e o belíssimo Parc Güell.

Este foi um dos quadros do Miró que mais admirei na Fundação. Comprei uma camisa com esta estampa!

Muitas das boas dicas sobre Barcelona eu peguei no blog da Adriana Setti (http://viajeaqui.abril.com.br/indices/conteudo/blog/109013_comentarios.shtml?3522171 , essencial para quem visita a cidade). Ela adverte sobre os maiores micos que o turista desavisado corre o risco de pagar, como por exemplo, beber sangria (usa vinho de caixa, daqueles que deveriam ser servidos junto como uma neosaldina, gim de péssima qualidade e frutas não lavadas...), ir aos bares e restaurantes que ficam na Rambla, assistir a uma tourada (o catalão não curte esta aberração) ou a um show de flamenco (é como ver show de mulata em Porto Alegre)... Dá também dicas de compras (que pouco me interessaram) e de restaurantes que os locais costumam freqüentar (que me interessaram muitíssimo, já que sempre que tenho a informação, procuro sair do roteiro exclusivamente turístico para conferir hábitos do lugar).

Com base nas dicas da Adriana Setti, escolhi três dos restaurantes a que fomos: Envalira, (paella por 12€, na Plaça del Sol, 13 no Bairro de Gràcía; o bolinho de bacalhau, no entanto, é decepcionante); Ca La Mariona (Carrer Amigo, 53, San Gervasi), onde pude confirmar seus elogios ao filé com foie gras e molho de trufas; era 3ª-feira, o restaurante estava cheio, só gente bonita e bem vestida, mas nada formal e nós éramos os únicos turistas; não tinha menu a preço fixo no jantar, como a Adriana havia dito, mas a conta foi bem em conta e todos comemos maravilhosamente e a Taverna Can Margarit (Carrer de La Concordia, 21, Poble Sec), rusticamente “decorado”, funcionando num antigo armazém, onde bebemos vinho da casa servido na jarra – delicioso, na opinião deste non-coinesseur – por inacreditáveis 4,90€; bem barato.



Escrito por Bruno Rabello às 11h44
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